quarta-feira, 30 de julho de 2008

Aquele dia que fiquei trancada em casa...

Fato de 2006...

A porta de entrada da minha casa estava com problema. Não queria abrir por dentro, só por fora. A gente só conseguia sair de casa pela porta da garagem, que só abre com o controle remoto.

Meu tio quando saiu de casa, levou o controle da garagem e se esqueceu que eu ainda ia precisar sair. Quando tentei ir embora, não consegui. A porta não abria e o controle tinha sumido. Então liguei pro meu tio e ele me disse que o controle estava com ele.

Putz! Estava trancada em casa e na época, eu trabalhava em um local insuportável. Onde qualquer atraso não justificado era descontado no salário. E alguém ia acreditar na minha justificativa? (Gente eu fiquei trancada na minha própria casa!)

Enfim, arranjei a solução! Vou ligar pro meu avô Vadinho (que mora no outro quarteirão e tem a chave da minha casa) e pedir pra ele abrir a porta pra mim!
- Alô.
- Vô.
- Oi neta!
- Vô. To trancada aqui em casa. A porta de entrada não está abrindo por dentro. Só por fora. Você pode vir aqui abrir a porta pra eu poder sair?
- Mas e a garagem?
- Meu tio levou o controle.
- Tá bom. To indo.
- Rápido tá vô?
- Tá.
Desliguei.

Nossa eu já odiava ter que ir trabalhar naquele inferno, e ainda chegar atrasada e explicar o fato? Caramba. Que merda!

Depois de uns 10 minutos, escuto meu avô gritar na escada da minha casa.
- Neta cheguei!
- Como assim Vô! Você está aqui dentro?
- To!
- Mas vô, o que você fez com a porta?
- Fechei.

Resultado: eu e Vadinho presos na minha casa!

Justificativa: "Desculpe o atraso, mas eu fiquei trancada na minha própria casa porque a porta da entrada não estava abrindo por dentro. O meu avô chegou a ir até lá para abrir a porta, já que eu queria insistentemente vir trabalhar mas ele entrou, esqueceu completamente porque foi até lá e fechou a porta. Ah! E isso não é mentira!"

E o povo chora...

domingo, 27 de julho de 2008

Sorvete com granulado


Fui almoçar com a minha colega de trabalho. O dia estava quente, então resolvemos tomar um sorvetinho de sobremesa. Fala sério, pensar em sorvete de casquinha é pensar no sorvete do McDonald's (ah como eu eu amo essa porcaria)!

Pois bem! Estava toda feliz com a minha casquinha de baunilha (eu gosto mais da de baunilha) e esperando o sinal fechar na Presidente Vargas para retornar ao trabalho.

De repente, noto que a minha casquinha de baunilha estava com uns granulados. Ué? Eu não pedi com granulado. Nem sabia que tinha essa opção. Que doido!

Mas a minha camisa também estava com granulado. E o meu cabelo...Como assim? O que vocês estão pensando? Acho que acertaram. Meus granulados eram poeiras e resquiçios de poluição. E o pior, eu estava esperando aquele sinal fechar há uns 3 minutos e nesse meio tempo com a minha gula de Magali, já tinha engolido mais da metade do sorvete... COM O GRANULADO.

E o povo chora ( e eu também)...

sábado, 26 de julho de 2008

Bloco?


Hoje de manhã encontrei seu Vadinho e contei a novidade pra ele!
- Vô! Fiz um blog pra você!
- É? A minha scaneia nada né?
- Ai vô! Esqueci! Mas to te contando que fiz um blog pra você!
- Sabe fazer bloco é? Depois você me dá!
- Não é bloco vô. É blog.
- Sei lá o que é "bloque". Quero que você sacaneie a minha foto.

E o povo chora...

Mas antes de ir, quero desejar Feliz dia dos avós para todos os avós, e principalmente pro casal de avós que mais amo no mundo! Ondina e Vadinho, parabéns por serem perfeitos!

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Vadinho internauta


E não é que ele resolveu virar um internauta? Depois que um de seus filhos lhe deu um computador antigo, Vadinho achou aquela "máquina" bem interessante. Então resolveu comprar uma nova! Nossa! Vocês nem imaginam o resultado. Várias e várias pérolas.

Pra começar.

- Ô Livia. Sacaneia essa foto aqui pra mim!
- Han?
- Sacaneia essa foto aqui (disse Vadinho com uma foto na mão)
- Tá bom vô! Vou colocar um bigodinho em você, te deixar sem dente!
- Que isso menina! To pedindo pra você sacanear. Como é que é? Stacanear?
Finalmente entendendo o que ele queria expliquei:
- Ah, você quer scanear essa foto!
- É isso mesmo! sacaneia aí pra mim!
- Tá bom!
(peguei a foto e guardei)
- Cadê?
- Cadê o que vô?
- A foto.
- Ué, eu guardei!
- Mas eu não pedi pra você stacanear?
- Pediu vô, mas você não tem scaner.
- Ah não?
- Não!
- Então coloca ela aí dentro do computador pra mim.
- Vô, não dá pra colocar uma foto dentro do computador.
- Dá sim, tem um monte aí.
- Mas são fotos digitais e não fotos reveladas.
- Ah menina! Isso não presta pra nada! Depois sacaneia a foto pra mim!

Ah meu Deus, como eu amo esse doidinho!

E o povo chora...

quinta-feira, 24 de julho de 2008

A barata...


Elas me perseguem. Nunca vi isto. Fugi da minha casa por causa delas. Fui parar nos aposentos de Ondina e Vadinho. Amo!

Na hora que fui na cozinha tomei um susto! Uma delas estava lá. Com as anteninhas mexendo (meu Deus, eu ODEIO as anteninhas). Tomei coragem, peguei um cabo de vassoura e esmaguei ela (eca, bleh, eca de novo e bleh mais uma vez).

Fui contar ao Vadinho o que tinha acontecido:
- Vô achei uma baratona enorme (sim eu sempre exagero) na cozinha! Quase morri, mas matei ela.
- Graças a Deus!
- Por que vô, você tem medo de barata?
- Não! Eu estava tentando matar essa barata há mais de 3 meses!
- Vô, você realmente acha que é a mesma barata?
- É sim. Vi umas duas vezes aqui no quarto. Onde ela estava?
- Na cozinha.
- Então! É ela mesma!

E o povo chora...

Meu amor por eles é o maior do mundo



Para vocês conhecerem dois personagens muito importantes das minhas postagens, exponho abaixo uma crônica que escrevi em 2005 para uma matéria da faculdade, que me rendeu a nota máxima.

Conheçam Ondina e Vadinho (crônica de 2005)

Dona Ondina e Seu Vadinho

Ela tem setenta e cinco, ele setenta e quatro. Ela um sorriso doce e uma gargalhada deliciosa. Ele um discurso sem outro igual e uma felicidade interminável. Ambos com uma capacidade de encantar desconhecida. Ela se chama Ondina, ou melhor, dona ou vovó Ondina e ele, Oswaldo, mais conhecido como vovô ou seu Vadinho. Moradores do Rio de Janeiro, pais de quatro filhos e avós de sete netos, Ondina e Vadinho já experimentaram muitas alegrias e também muitas tristezas.

Certa ocasião, sempre querendo agradar, seu Vadinho deu um susto em sua neta ao alertar a um senhor, na rua, que seu pé estava no chão, “Vô”, disse a menina assustada. Isso sem contar as vezes em que esmagou feijões pensando que fossem baratinhas: “Minha filha, seu avô se confundiu”. É normal também ouvir dele perguntas como: “Você se molha quando entra na água?”, ou “Quando você come acaba a fome?”. Ah seu Vadinho! Sempre querendo agradar... Nunca diz não a nenhum favor solicitado, o que muitas vezes é um problema, porque nem sempre pode ajudar. Mas ele não quer nem saber: “Marcelo, se eu quero ajudar, é porque eu posso”, disse ele para o filho mais novo. O pior é que Marcelo sabe que isso é mentira. Mas Vadinho dá a volta por cima, aperta daqui, diminui dali, fica endividado e pronto! Problema resolvido. Quando anda na rua parece até um político, fala com todo mundo: “Oi, seu Santana!”, “Como vai, Verônica?”, “Como está seu filho, Karen?”, “Cadê sua mãezinha, baixinho?” É, não tem uma pessoa que não se apaixone por este senhor, que como ele mesmo diz: tem setenta e três anos com espírito de trinta e sete.

Já a dona Ondina faz de tudo para ver um sorriso nos rostos de seus queridos: “Dona Teresinha, quer um pedaço do bolo de chocolate que eu fiz?”. Principalmente se forem os netos. Vive cozinhando seus magníficos bolos (de chocolate, de amendoim, de pão, de bolo mesmo, etc.). Ah dona Ondina! Sempre querendo agradar... E arranjando um jeito de evitar confusão: “Ricardo, ela não quis dizer isso...”, “Livia, peça desculpas pro seu pai”, disse apartando a briga entre seu filho e sua neta.

Semana passada mesmo, distribuiu mochilas que colecionou na promoção de um jornal para seus netos: “Gostaram? Eu achei que vocês estariam precisando...” Ah, dona Ondina! Sempre se preocupando com as pessoas. Se recebe um presentinho faz questão de agradecer e retribuir a gentileza.

Quem vê a vida desse casal sempre de bom-humor, pensa que está tudo bem. Enganam-se. Há cerca de dois anos, seu Vadinho e dona Ondina experimentaram a pior de todas as dores e, na verdade, ainda experimentam: a perda de um filho. Perderam a única mulher, mãe de dois de seus netos. Foi um acontecimento que mexeu com toda a família e deixou um enorme vão no coração de cada um. Ondina ia à casa de sua filha ajudá-la todos os dias com um sorriso de uma ponta a outra. Ela não esperava por isso. Mas o que fazer? É preciso seguir em frente. Dos três filhos que restaram, todos homens, o mais velho mora em outra cidade com seus dois filhos, o do meio num bairro próximo, e o mais novo no outro quarteirão.

E de repente é por isso que esse casal é tão especial. Porque apesar de ainda estarem lidando com essa grande perda e com outros tipos de dificuldades, eles estão sempre sorrindo e contagiando a todos com sua alegria. Ondina e Vadinho mostram que devemos sempre seguir em frente, levando para o futuro, apenas os aprendizados. Eles conseguem encontrar a felicidade nas pequenas coisas, nos pequenos gestos, nas palavras, nas atitudes. E nós? Será que damos valor a isso também?

Dona Ondina e seu Vadinho ensinam aos que os rodeiam e sou muito grata por ser uma dessas pessoas. É muita honra e muito orgulho que sou neta, amiga, confidente e admiradora desse casal que me faz ter certeza de que são eles que realmente sabem viver.

E o povo chora...

E o povo chora* de rir com as minhas histórias. E o povo chora de emoção com as minhas músicas. E o povo chora de alegria com a criação deste blog!

Na verdade, estou criando o "Cases de Livia" a pedido dos meus colegas de trabalho, pois eles acreditam que as minhas "aventuras" deveriam ser compartilhadas.

Tentarei escrever alguma coisa pelo menos 2 vezes na semana. Sou uma menina muito ocupada! Mas prometo me esforçar!

Sejam bem vindos! Enjoy yourselves!

* Essa expressão é usada pelo produtor musical Cláudio Mazza